“If I should have a daughter…“Instead of “Mom”, she’s gonna call me “Point B.” Because that way, she knows that no matter what happens, at least she can always find her way to me. And I’m going to paint the solar system on the back of her hands so that she has to learn the entire universe before she can say “Oh, I know that like the back of my hand.”
She’s gonna learn that this life will hit you, hard, in the face, wait for you to get back up so it can kick you in the stomach. But getting the wind knocked out of you is the only way to remind your lungs how much they like the taste of air. There is hurt, here, that cannot be fixed by band-aids or poetry, so the first time she realizes that Wonder-woman isn’t coming, I’ll make sure she knows she doesn’t have to wear the cape all by herself. Because no matter how wide you stretch your fingers, your hands will always be too small to catch all the pain you want to heal. Believe me, I’ve tried.
And “Baby,” I’ll tell her “don’t keep your nose up in the air like that, I know that trick, you’re just smelling for smoke so you can follow the trail back to a burning house so you can find the boy who lost everything in the fire to see if you can save him. Or else, find the boy who lit the fire in the first place to see if you can change him.”
But I know that she will anyway, so instead I’ll always keep an extra supply of chocolate and rain boats nearby, ‘cause there is no heartbreak that chocolate can’t fix. Okay, there’s a few heartbreaks chocolate can’t fix. But that’s what the rain boots are for, because rain will wash away everything if you let it.
I want her to see the world through the underside of a glass bottom boat, to look through a magnifying glass at the galaxies that exist on the pin point of a human mind. Because that’s how my mom taught me. That there’ll be days like this, “There’ll be days like this my momma said” when you open your hands to catch and wind up with only blisters and bruises. When you step out of the phone booth and try to fly and the very people you wanna save are the ones standing on your cape. When your boots will fill with rain and you’ll be up to your knees in disappointment and those are the very days you have all the more reason to say “thank you,” ‘cause there is nothing more beautiful than the way the ocean refuses to stop kissing the shoreline no matter how many times it’s sent away.
You will put the “wind” in win some lose some, you will put the “star” in starting over and over, and no matter how many land mines erupt in a minute be sure your mind lands on the beauty of this funny place called life.
And yes, on a scale from one to over-trusting I am pretty damn naive but I want her to know that this world is made out of sugar. It can crumble so easily but don’t be afraid to stick your tongue out and taste it.
“Baby,” I’ll tell her “remember your mama is a worrier but your papa is a warrior and you are the girl with small hands and big eyes who never stops asking for more.”
Remember that good things come in threes and so do bad things and always apologize when you’ve done something wrong but don’t you ever apologize for the way your eyes refuse to stop shining.
Your voice is small but don’t ever stop singing and when they finally hand you heartbreak, slip hatred and war under your doorstep and hand you hand-outs on street corners of cynicism and defeat, you tell them that they really ought to meet your mother.”
― Sarah Kay
Uma gaveta virtual daquilo que acho interessante! Coisas que provavelmente gostaria de ler mais uma vez no futuro.
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segunda-feira, 10 de junho de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
"Antes de Casar Sara"
Uma médica brasileira que trabalha nos states me perguntando sobre minha visão do DSM (Código que define critérios diagnósticos para doenças psiquiátricas e neurológicas)
O que ela diz:
Meu desabafo:
Nossa amiga, acho tantas coisas sobre isso! Haha. Concordo muito contigo que faz não nenhum sentido dissociar a cultura local da abordagem utilizada. Mas tb faz parte da nossa cultura nos sentirmos seguros com o que é importado e menosprezamos o nacional, além do aspecto mais global de que todo mudança angustia. E tem muita gente com boas visões e propostas que vejo passar por preconceitos por serem inovadores. As publicações mais freqüentes geralmente são meros levantamento de dados.
Por outro lado, tenho cada vez menos me apegado a CIDs psiquiátricos porque achar que não são uma ferramenta de grande utilidade em geral, com exceção de casos realmente psicóticos ou neurológico. Pro dia a dia me lembra muito o deboche sobre o médico dizendo ao seu paciente "ah, não, para de falar que já te diagnostiquei! Não atrapalha."(risos). Não acho que a medicina tenha ainda tanto conhecimento da neuroquímica e/ou fisiologia para determinar diretrizes ou protocolos para escolha do tratamento de forma rigorosa - o exemplo que ele cita do metilfenidato é ótimo. Acho que serve muito também para estabilizadores do humor.
Acho extraordinário que enfim se tenha encontrado, depois de tanto tempo, uma maneira de compreender melhor essa área tão pouco compreendida e ao mesmo tempo tão significativamente prevalente. Mas não consigo imaginar que a nossa ou mesmo a próxima geração vá conseguir usufruir disso. Especialmente no Brasil. A falta de conhecimento da população sobre saúde é desconcertante. E o preconceito com sintomas psicológico (e mesmo neurológicos) esmagador. Mesmo na população instruída. O livre acesso da indústria farmacêutica definindo "medicações da moda" chega a ser tragicômico. Exemplos simples, brasileiro não usa aspirina para dor; desdenha do Tylenol e é aficcionada por antiinflamatórios - desconhecendo os riscos e mesmo o motivo deste comportamento. Omeprazol e similares passaram a fazer parte inclusive da prescrição MÉDICA como "tratamento" de gastroenterites e mesmo como uso contínuo em pacientes acima de 50 anos (como se fosse Epocler (:p - lembra desse?!?).
A grande maioria da população não tem acesso ao médico - passa uma vez por mês no posto de saúde "para pegar a receita" e adora que funcione assim - dizem veementemente que estão em tratamento - sendo que conversam por 30min a cada 3 meses com seu médico. Dos que podem pagar, muitos se ofendem com o assunto - é preciso de tato em geral para pode se falar sobre ansiedade, talvez tanto quanto sobre drogas ou DSTs.
Bom, depois desse bláblablá todo, agora respondo a tua pergunta!! Sim acho perfeita a tua visão sobre o assunto; mas por outro lado penso que gastar verba para produzir ferramentas nacionais neste momento possa ser desperdício. Concordo que dói ler isto, mas enquanto a população permanecer alienada, desinteressada e mal informada, não vai ser capaz de aproveitar nenhum recurso criado...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Mais uma da Natália Kléin
Funciona mais ou menos assim. Você tem algo a dizer, então cria um espaço para se expressar. Se o seu discurso for pertinente, em algum momento, alguém vai ler. Se tiver algum mérito no que você publicou, alguém vai voltar, trazendo mais alguém. E assim por diante.
Criar um blog não é um processo complicado. Tanto que houve uma época em que todo mundo tinha o seu - mais ou menos como na época do Tamagotchi. Eu mesma tive alguns. Blogs e Tamagotchis. Os Tamagotchis, eu matei todos. Uma coisa impressionante. Eu era a genocida dos bichinhos eletrônicos japoneses. Eu era a Nataliazilla. A coisa era tão séria que foi ali mesmo que eu percebi que não tinha talento nenhum para ser mãe.
Já os meus blogs sobreviveram por mais tempo. Tive três. O primeiro era meu xodó cor-de-rosa e se chamava "As Aventuras de Charlote". Era uma fantasia em cima da vida real, que girava em torno da volta de alguém (sim, sempre envolve alguém), a quem eu chamava de Ulisses. Ainda volto com essa história. Especialmente agora que misturar fantasia e realidade tá superin. Costumo ser a precursora anônima de projetos bem sucedidos dos outros, mas deixo isso para outro post.
Meu segundo blog já não era mais cor-de-rosa. Eram textos obscuros e nada divertidos. Nunca divulguei e, felizmente, não ficou conhecido. Nem lembro o que fiz com ele. Acho que fechei. Ou ficou para o mundo, além do meu controle.
Então veio o Adorável Psicose. Comecei do mesmo jeito que comecei os outros e do mesmo modo que todo mundo começa o seu blog. As ferramentas estão disponíveis para todos, a internet é pura democracia. O que fazer com essa voz, aí sim não é para todos.
O problema dessa liberdade cibernética é que ela funciona como um microfone ao fim da palestra. De posse desse microfone, o público não apenas se vê no direito de acrescentar algo pertinente. Ele se sente no dever de falar absolutamente qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. E não tem exemplo melhor do que o campo dos comentários. Não me levem a mal, sempre me orgulhei de dizer que os leitores desse blog costumam trazer boas contribuições. Aliás, eu conheço por nome alguns de vocês, que me visitam desde os primórdios de Adorável Psicose.
Mas com a chegada da série de TV, a coisa desandou. Alguns comentários que venho recebendo por aqui são a prova de que a liberdade de expressão jamais deveria ser dada aos que não têm nada para expressar. Porque na evidente falta de algo consistente para dizer, a opção mais fácil é atacar. O que, para mim, não faz sentido nenhum, porque ninguém é obrigado a ler esse blog. Aliás, para chegar até aqui, a pessoa precisa realizar o mínimo - porém relevante - esforço de digitar um endereço na barra do navegador. E dar enter.
E aí chegamos ao ponto crucial dessa questão. Algumas pessoas são capazes de usar as ferramentas da democracia virtual e, de fato, construir alguma coisa. Outras, no auge do desespero por um pouquinho de voz, grudam como carrapatos nas costas dos que realmente criam, chupam seu sangue e depois reclamam que estava muito ralo, muito amargo, muito doce.
A eles, eu lembro: liberdade de expressão é um privilégio, não uma desculpa para fazer do mundo sua lixeira particular. Quando sentir aquela vontade tecer um comentário, lembre-se de dar uma passadinha no banheiro antes. De repente, você já se resolve por lá.
Criar um blog não é um processo complicado. Tanto que houve uma época em que todo mundo tinha o seu - mais ou menos como na época do Tamagotchi. Eu mesma tive alguns. Blogs e Tamagotchis. Os Tamagotchis, eu matei todos. Uma coisa impressionante. Eu era a genocida dos bichinhos eletrônicos japoneses. Eu era a Nataliazilla. A coisa era tão séria que foi ali mesmo que eu percebi que não tinha talento nenhum para ser mãe.
Já os meus blogs sobreviveram por mais tempo. Tive três. O primeiro era meu xodó cor-de-rosa e se chamava "As Aventuras de Charlote". Era uma fantasia em cima da vida real, que girava em torno da volta de alguém (sim, sempre envolve alguém), a quem eu chamava de Ulisses. Ainda volto com essa história. Especialmente agora que misturar fantasia e realidade tá superin. Costumo ser a precursora anônima de projetos bem sucedidos dos outros, mas deixo isso para outro post.
Meu segundo blog já não era mais cor-de-rosa. Eram textos obscuros e nada divertidos. Nunca divulguei e, felizmente, não ficou conhecido. Nem lembro o que fiz com ele. Acho que fechei. Ou ficou para o mundo, além do meu controle.
Então veio o Adorável Psicose. Comecei do mesmo jeito que comecei os outros e do mesmo modo que todo mundo começa o seu blog. As ferramentas estão disponíveis para todos, a internet é pura democracia. O que fazer com essa voz, aí sim não é para todos.
O problema dessa liberdade cibernética é que ela funciona como um microfone ao fim da palestra. De posse desse microfone, o público não apenas se vê no direito de acrescentar algo pertinente. Ele se sente no dever de falar absolutamente qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo. E não tem exemplo melhor do que o campo dos comentários. Não me levem a mal, sempre me orgulhei de dizer que os leitores desse blog costumam trazer boas contribuições. Aliás, eu conheço por nome alguns de vocês, que me visitam desde os primórdios de Adorável Psicose.
Mas com a chegada da série de TV, a coisa desandou. Alguns comentários que venho recebendo por aqui são a prova de que a liberdade de expressão jamais deveria ser dada aos que não têm nada para expressar. Porque na evidente falta de algo consistente para dizer, a opção mais fácil é atacar. O que, para mim, não faz sentido nenhum, porque ninguém é obrigado a ler esse blog. Aliás, para chegar até aqui, a pessoa precisa realizar o mínimo - porém relevante - esforço de digitar um endereço na barra do navegador. E dar enter.
E aí chegamos ao ponto crucial dessa questão. Algumas pessoas são capazes de usar as ferramentas da democracia virtual e, de fato, construir alguma coisa. Outras, no auge do desespero por um pouquinho de voz, grudam como carrapatos nas costas dos que realmente criam, chupam seu sangue e depois reclamam que estava muito ralo, muito amargo, muito doce.
A eles, eu lembro: liberdade de expressão é um privilégio, não uma desculpa para fazer do mundo sua lixeira particular. Quando sentir aquela vontade tecer um comentário, lembre-se de dar uma passadinha no banheiro antes. De repente, você já se resolve por lá.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
The Girl With No Name - Adaptado de Greys Anatomy
When you are a kid you always want things to stay the same. The same teacher,same house, same friends. Being an adult is no different.
Its one of those things people say; you cant move on until you let go of the past. Letting go is the easy part. Its the moving on that is painful.
The girl was kidnapped when she was 6yrs old and was kept captive;
She was abused; it's all over the x-rays.
Her name is Holly Wheeler, it was all over the news, she was in the grocery store with her mom as somebody just took her. It was the summer of 2000. She was 6 years old at the time. Except they weren't in the super market they were out side. Her mom bumped into a friend and they started talking about the block party they were having that weekend. Could she bring a salad, did they have enough desert already. And that's how long it took for her to realize that her child wasn't there anymore.
Holly spent her last 12 yrs with little to no control over anything in her life. Our job is to break that pattern by letting her know that she and she alone is in control here. Whatever she wants, she gets, including you.
Scene - parents meeting they daughter for the first time:
- You are still my perfect baby girl. Holly, I know its soon but I would like to hug you. Would that be OK? (Comment - WTF!?!?!)
Scene - doctor showing a photo album to the patient.
- This is, I think, your first day at school. Your sixth birthday, looks like thats where the bunny came from.
- They really think that this would work? Give me some photo albums, a stuffed animal and we'd be normal again?
- No, I think they are just trying to help you remember because you were only six.
- Oh, well, tell them that I remember all of it. My first day at school and my sixth birthday. Just like I remember the first time he made me take my clothes off. And how hard he kicked me when I didnt act like I liked it. Or how he's breath smells like cigarettes, how I could have gotten away a bunch of times, but every time I made it outside I could hear his voice inside my head - that they didnt want me; that I was dead to them. And the only reason that I finally got away was just because he said he was gonna take another girl, because I was too old, and used up and disgusting now. Tell them that.
Parents talking to the hospital staff:
- Holly is on a fragile state. She will need all of us to obey by her wishes. Even if that means giving her space.
- She's brain washed by him.
- Possibly, but she still has feelings of blame and resentment that she has to process. Right now you are still strangers to her.
Doctor Talking about the girl:
- She is talking more in therapy. Although she's not talking to her parents yet. I mean she was kept 5 miles (8Km) away from their house; and they didnt find her. You dont just get over something like that.
Girl attempting to buy food at the cafeteria:
- She looks terrified. Why are you so mean? Would you just go buy her some soup?
- No, its not mean. Shes going home soon and her therapist says she has to learn how to do things for herself.
So sometimes we fight it, trying to keep things the same. Things cant stay the same though. At some point you just have to let go. Move on. Because no matter how painful it is, its the only way we grow.
Its one of those things people say; you cant move on until you let go of the past. Letting go is the easy part. Its the moving on that is painful.
The girl was kidnapped when she was 6yrs old and was kept captive;
She was abused; it's all over the x-rays.
Her name is Holly Wheeler, it was all over the news, she was in the grocery store with her mom as somebody just took her. It was the summer of 2000. She was 6 years old at the time. Except they weren't in the super market they were out side. Her mom bumped into a friend and they started talking about the block party they were having that weekend. Could she bring a salad, did they have enough desert already. And that's how long it took for her to realize that her child wasn't there anymore.
Holly spent her last 12 yrs with little to no control over anything in her life. Our job is to break that pattern by letting her know that she and she alone is in control here. Whatever she wants, she gets, including you.
Scene - parents meeting they daughter for the first time:
- You are still my perfect baby girl. Holly, I know its soon but I would like to hug you. Would that be OK? (Comment - WTF!?!?!)
Scene - doctor showing a photo album to the patient.
- This is, I think, your first day at school. Your sixth birthday, looks like thats where the bunny came from.
- They really think that this would work? Give me some photo albums, a stuffed animal and we'd be normal again?
- No, I think they are just trying to help you remember because you were only six.
- Oh, well, tell them that I remember all of it. My first day at school and my sixth birthday. Just like I remember the first time he made me take my clothes off. And how hard he kicked me when I didnt act like I liked it. Or how he's breath smells like cigarettes, how I could have gotten away a bunch of times, but every time I made it outside I could hear his voice inside my head - that they didnt want me; that I was dead to them. And the only reason that I finally got away was just because he said he was gonna take another girl, because I was too old, and used up and disgusting now. Tell them that.
Parents talking to the hospital staff:
- Holly is on a fragile state. She will need all of us to obey by her wishes. Even if that means giving her space.
- She's brain washed by him.
- Possibly, but she still has feelings of blame and resentment that she has to process. Right now you are still strangers to her.
Doctor Talking about the girl:
- She is talking more in therapy. Although she's not talking to her parents yet. I mean she was kept 5 miles (8Km) away from their house; and they didnt find her. You dont just get over something like that.
Girl attempting to buy food at the cafeteria:
- She looks terrified. Why are you so mean? Would you just go buy her some soup?
- No, its not mean. Shes going home soon and her therapist says she has to learn how to do things for herself.
So sometimes we fight it, trying to keep things the same. Things cant stay the same though. At some point you just have to let go. Move on. Because no matter how painful it is, its the only way we grow.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A felicidade possível e a Auto-Retaliação rotineira
Acabei de assistir um show de uma querida amiga genial que criou uma música, onde entre tantas verdades, ela diz - toda história é pra valer.
Toda história é pra valer, todo o movimento é história. É fato, é escolha, fica escrito, passa a fazer parte de nós. Reluto ainda com a idéia de "viver" ativamente quando não me sinto 100%, ou pelo menos 70%. E essa frase já muito ouvida por outros ângulos teve um peso sobre o meu peito adorável.
Toda, toda história é pra valer. Não importa se você ficou em casa ou rolou escada abaixo em uma boate. É pra valer. Não existe botão de pause. A primeira vez é sempre a última chance, já diria Renato Russo. Ficar escondida em casa de baixo do edredon é história. Só porque não há testemunha este capítulo nunca deixará de fazer parte da minha vida. Do presente e do passado. E então, quando eu parar para olhar para trás e ver que um terço da minha vida vivi em pause, vai ser tão, mas tão patético.
Nós temos o que somos e fazemos o que podemos. Se isto não for o bastante para ser feliz, deixa de ser uma felicidade possível. Ontem a tarde enquanto trabalhava recebi tanto elogios entusiasmados sobre a minha performance que ao invés de me alegrar... a primeira coisa que me ocorreu é que aquele ambiente de trabalho já não era desafiador o suficiente para mim. Rs. Pensamento doido esse. No momento exato de evitar qualquer lampejo de felicidade. Receita perfeita para uma vida cinza e tensa.
Obrigada Bruna por me dizer de uma forma linda algo que já havia entendido há muito tempo, mas nunca tinha levado tão a sério.
Enjoy yoursel; its latter then you think!
Toda história é pra valer, todo o movimento é história. É fato, é escolha, fica escrito, passa a fazer parte de nós. Reluto ainda com a idéia de "viver" ativamente quando não me sinto 100%, ou pelo menos 70%. E essa frase já muito ouvida por outros ângulos teve um peso sobre o meu peito adorável.
Toda, toda história é pra valer. Não importa se você ficou em casa ou rolou escada abaixo em uma boate. É pra valer. Não existe botão de pause. A primeira vez é sempre a última chance, já diria Renato Russo. Ficar escondida em casa de baixo do edredon é história. Só porque não há testemunha este capítulo nunca deixará de fazer parte da minha vida. Do presente e do passado. E então, quando eu parar para olhar para trás e ver que um terço da minha vida vivi em pause, vai ser tão, mas tão patético.
Nós temos o que somos e fazemos o que podemos. Se isto não for o bastante para ser feliz, deixa de ser uma felicidade possível. Ontem a tarde enquanto trabalhava recebi tanto elogios entusiasmados sobre a minha performance que ao invés de me alegrar... a primeira coisa que me ocorreu é que aquele ambiente de trabalho já não era desafiador o suficiente para mim. Rs. Pensamento doido esse. No momento exato de evitar qualquer lampejo de felicidade. Receita perfeita para uma vida cinza e tensa.
Obrigada Bruna por me dizer de uma forma linda algo que já havia entendido há muito tempo, mas nunca tinha levado tão a sério.
Enjoy yoursel; its latter then you think!
domingo, 27 de maio de 2012
Conselhos
Substitua o medo de desconhecido por curiosidade.
Simplicidade é a forma suprema de sofisticação.
Apenas as pessoas entediante ficam entediadas.
Uma pessoa que é gentil com você, mas não com o garçom não é uma boa pessoa.
Fazer o que se gosta é liberdade. Gostar do que se faz é felicidade.
Às vezes eu finjo ser normal; mas logo fica chato e então volto a ser eu mesma.
Pessoas apaixonadas são pessoas apaixonantes.
Nada grandioso foi nem será alcançado ou construído sem paixão.
Ame quando você estiver pronto, não porque está sozinho.
As melhores coisas da vida não são boas coisas.
Diga mais sim do que não.
Ler é sexy.
Arte é o melhor jeito de fizer foda-se para realidade.
Ocupe-se com a vida.
Inspiração existe, mas ela tem que encontrar você trabalhando.
Toda coquista começa com uma decisão de tentar.
Nós temos um plano estratégico. Ele se chama "fazer as coisas".
Passe sua vida perto daqueles que te fazem feliz e não daqueles que você precisa impressionar.
Talento é sorte. A única coisa que importa é coragem.
Seja bom. E caso não consiga ser bom seja cuidadoso.
VAI LÁ E FAZ.
Simplicidade é a forma suprema de sofisticação.
Apenas as pessoas entediante ficam entediadas.
Uma pessoa que é gentil com você, mas não com o garçom não é uma boa pessoa.
Fazer o que se gosta é liberdade. Gostar do que se faz é felicidade.
Às vezes eu finjo ser normal; mas logo fica chato e então volto a ser eu mesma.
Pessoas apaixonadas são pessoas apaixonantes.
Nada grandioso foi nem será alcançado ou construído sem paixão.
Ame quando você estiver pronto, não porque está sozinho.
As melhores coisas da vida não são boas coisas.
Diga mais sim do que não.
Ler é sexy.
Arte é o melhor jeito de fizer foda-se para realidade.
Ocupe-se com a vida.
Inspiração existe, mas ela tem que encontrar você trabalhando.
Toda coquista começa com uma decisão de tentar.
Nós temos um plano estratégico. Ele se chama "fazer as coisas".
Passe sua vida perto daqueles que te fazem feliz e não daqueles que você precisa impressionar.
Talento é sorte. A única coisa que importa é coragem.
Seja bom. E caso não consiga ser bom seja cuidadoso.
VAI LÁ E FAZ.
sábado, 5 de maio de 2012
Gramática
Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se
encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com
alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido,
feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito
oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes
ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar
sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar,
a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e
permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo,
pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco
tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se
movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do
substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu
aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma
fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e
um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo quando
ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte
adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos
diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela
tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram,
numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os
dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não
perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que
ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades
dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz
ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada
vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo
do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela
era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do
seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu
repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e
entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram
gramaticalmente, cheios de preposições,
locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica,
ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu
particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que
uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o
seu adjunto adnominal Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo:
era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa
maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi
chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu
tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram
estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do
substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O
substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois
dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história:
agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao
seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino
colocado em conjunção coordenativa conclusiva”.
sexta-feira, 30 de março de 2012
O Nascimento do Prazer
O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido. Pois o prazer não é de se brincar com ele. Ele é nós.Clarice Linspector
domingo, 6 de novembro de 2011
Felicidade Desesperadamente - André Comte-Sponville
"Imaginem, senhoras (pois é nesse sentido que a coisa costuma acontecer, mas se as senhoras quiserem inverter os papéis não sou eu que vou me opor), imaginem que um homem aborde as senhoras na rua, esta noite ou amanhã, dizendo: "Senhora, senhorita, estou feliz com a idéia de que você existe!" Como não pode excluir que ele tenha tirado essa idéia de minha conferência, eu preciso lhes dar alguns elementos de resposta, com os quais farão o que quiserem... O que poderiam responder? Isto, por exemplo:
"- Caro senhor, agrada-me muito saber disso. Está feliz com a idéia de que existo; ora, como está vendo, eu existo mesmo, logo vai tudo bem. Boa noite."
Ele sem dúvida vai tentar retê-la:
"- Espere, não vá embora: quero que você seja minha!"
- Ah, agora, meu caro senhor, a coisa muda. Releia Spinoza: 'O amor é uma alegria que a idéia da sua causa acompanha.' Concorda?
- Sim...
- Nesse caso, o que é que o deixa contente? Será que o que o deixa contente é a idéia de que existo, como entendi primeiro? Nesse caso, concedo-lhe que você me ama, alegro-me e lhe dou boa-noite. Ou será que o que o deixa feliz é a idéia de que eu lhe pertença. como temo ter compreendido agora? Nesse caso, o que você ama não sou eu, é a posse de mim, o que significa, caro senhor, que você só ama a você mesmo. E isso não me interessa nem um pouco!"
Vocês sem dúvida o deixarão desnorteado. Ele vai gaguejar, engasgar, replicar por exemplo:
"- Não sei, estou apaixonado, ora bolas!
- É exatamente o que estou tentando lhe explicar! Você está apaixonado, você está em Platão, você só deseja o que não tem: eu lhe falto, você quer me possuir. Mas imagine que eu lhe satisfaça suas investidas... De tanto se sua, de estar presente todas as noites, todas as manhãs, necessariamente vou lhe faltar cada vez menos, por fim menos que outra ou menos que a solidão. VIvemos bastante, você e eu, para saber como isso acaba... Quer mesmo que recomecemos essa história mais uma vez? A mim não interessa mais, a não ser... a não ser que você seja capaz de amar de outro modo, de ser spinozista, às vezes pelo menos, ou de viver um pouco em Spinoza, quero dizer, amar o que não lhe falta, regozijar-se com o que é. Nesse caso, poderia me intessar. Pense nisso. Aqui tem meu telefone."
Não há amor feliz, nem felicidade sem amor. Não há amor feliz, enquanto falta ao amor seu objeto. Não há felicidade sem amor, enquanto a felicidade se regozija.
Há uma coisa que a falta não explica: que existam casais felizes às vezes, que haja um amor que não seja de falta, mas de alegria, que não seja de tédio mas de carinho, que não seja de frustração, mas de prazer, que não seja de ilusão mas de verdade, de intimidade, de confiança, de desejo, de sensualidade, de gratidão, de humor, de felicidade... "Eu te amo" eles dizem: "sou tão feliz por você existir, feliz por você me amar, feliz por compartilhar sua cama, sua felicidade, sua vida." Todo casal feliz é uma recusa do platonismo. Para mim, é um motivo a mais para gostar dos casais, quando são felizes, e desconfiar do platonismo.
"- Caro senhor, agrada-me muito saber disso. Está feliz com a idéia de que existo; ora, como está vendo, eu existo mesmo, logo vai tudo bem. Boa noite."
Ele sem dúvida vai tentar retê-la:
"- Espere, não vá embora: quero que você seja minha!"
- Ah, agora, meu caro senhor, a coisa muda. Releia Spinoza: 'O amor é uma alegria que a idéia da sua causa acompanha.' Concorda?
- Sim...
- Nesse caso, o que é que o deixa contente? Será que o que o deixa contente é a idéia de que existo, como entendi primeiro? Nesse caso, concedo-lhe que você me ama, alegro-me e lhe dou boa-noite. Ou será que o que o deixa feliz é a idéia de que eu lhe pertença. como temo ter compreendido agora? Nesse caso, o que você ama não sou eu, é a posse de mim, o que significa, caro senhor, que você só ama a você mesmo. E isso não me interessa nem um pouco!"
Vocês sem dúvida o deixarão desnorteado. Ele vai gaguejar, engasgar, replicar por exemplo:
"- Não sei, estou apaixonado, ora bolas!
- É exatamente o que estou tentando lhe explicar! Você está apaixonado, você está em Platão, você só deseja o que não tem: eu lhe falto, você quer me possuir. Mas imagine que eu lhe satisfaça suas investidas... De tanto se sua, de estar presente todas as noites, todas as manhãs, necessariamente vou lhe faltar cada vez menos, por fim menos que outra ou menos que a solidão. VIvemos bastante, você e eu, para saber como isso acaba... Quer mesmo que recomecemos essa história mais uma vez? A mim não interessa mais, a não ser... a não ser que você seja capaz de amar de outro modo, de ser spinozista, às vezes pelo menos, ou de viver um pouco em Spinoza, quero dizer, amar o que não lhe falta, regozijar-se com o que é. Nesse caso, poderia me intessar. Pense nisso. Aqui tem meu telefone."
Não há amor feliz, nem felicidade sem amor. Não há amor feliz, enquanto falta ao amor seu objeto. Não há felicidade sem amor, enquanto a felicidade se regozija.
Há uma coisa que a falta não explica: que existam casais felizes às vezes, que haja um amor que não seja de falta, mas de alegria, que não seja de tédio mas de carinho, que não seja de frustração, mas de prazer, que não seja de ilusão mas de verdade, de intimidade, de confiança, de desejo, de sensualidade, de gratidão, de humor, de felicidade... "Eu te amo" eles dizem: "sou tão feliz por você existir, feliz por você me amar, feliz por compartilhar sua cama, sua felicidade, sua vida." Todo casal feliz é uma recusa do platonismo. Para mim, é um motivo a mais para gostar dos casais, quando são felizes, e desconfiar do platonismo.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Olhares - por Rubem Alves
Os olhos são órgãos marotos. Mesmo perfeitos não são dignos de confiança. "Não vemos o que vemos, vemos o que somos". escreveu Bernardo Soares. A gente pensa que os olhos põem pra dentro o que está longe, lá fora, quando o que os olhos fazem é por lá longe o que está dentro.
É o caso dos olhos do pai e os olhos do apaixonado por sua filha... Olho de pai é olho que se educou com a vida. Conhece a menina; a viu nascer, crescer, voar, cair... Alegrou-se nos dias de sol, entristeceu-se nos dias de sombra e escuridão.
Os olhos do apaixonado são diferentes. Neles mora uma pitada de loucura que se chama fantasia. O apaixonado vê como realidade aquilo que existe dentro dele como sonho. Versinho de Fernando Pessoa: "Quando te vi, amei-te já muito antes". Traduzindo: vejo no seu rosto o rosto que já morava dentro de mim, adormecido... O apaixonado é um porta-sonhos.
A paixão obscurece os olhos que se põem então a construir mitos. E os mitos podem ser enganadores. O que são mitos? Mitos são sonhos transformados em poesia. E a poesia tem poderes mágicos de transformar e de dar vida. Quem explica o mito é Fernando Pessoa: "O mito é o nada que é tudo;/ Sem existir, bastou./Por não ter vindo foi vindo e criou./ Assim a lenda se escorre a entrar na realidade/ E a fecundá-la decorre."
É o caso dos olhos do pai e os olhos do apaixonado por sua filha... Olho de pai é olho que se educou com a vida. Conhece a menina; a viu nascer, crescer, voar, cair... Alegrou-se nos dias de sol, entristeceu-se nos dias de sombra e escuridão.
Os olhos do apaixonado são diferentes. Neles mora uma pitada de loucura que se chama fantasia. O apaixonado vê como realidade aquilo que existe dentro dele como sonho. Versinho de Fernando Pessoa: "Quando te vi, amei-te já muito antes". Traduzindo: vejo no seu rosto o rosto que já morava dentro de mim, adormecido... O apaixonado é um porta-sonhos.
A paixão obscurece os olhos que se põem então a construir mitos. E os mitos podem ser enganadores. O que são mitos? Mitos são sonhos transformados em poesia. E a poesia tem poderes mágicos de transformar e de dar vida. Quem explica o mito é Fernando Pessoa: "O mito é o nada que é tudo;/ Sem existir, bastou./Por não ter vindo foi vindo e criou./ Assim a lenda se escorre a entrar na realidade/ E a fecundá-la decorre."
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Adolescentes
Aninha,
A adolescência é uma fase em que acontece muita coisa e em que a gente se sente um pouco sozinha. Tem algumas coisas que eu acho que ajuda saber ou ao menos parar para pensar a respeito.
Existem pessoas na tua vida que acompanharam a tua infância. Entre elas tem aquelas que tu ama e que tu sabe que te amam. Pára agora para pensar quem são elas. Anota se tu achar uma boa idéia. Feito? Tu já sabe quem são? Pois então pronto; tu precisa - por um tempo - olhar estas pessoas com outros olhos. Porque elas vão te enxergar, tratar e pensar em ti como criança por algum tempo. E TUDO o que tu fizer que seja diferente de agir ou pensar como uma criança vai soar estranho para elas. Cada vez que estas pessoas te olharem com estranheza tu vai te sentir fazendo alguma coisa errada e vai te sentir insegura. E isto não é nada bom, né?! Pois então cada vez que tu te der conta de que tu está te sentindo assim lembra que ela só estão te estranhando, mais nada, e deixa a insegurança de lado. A tua personalidade e a tua integridade já estão formadas e são muito boas. Tu fostes uma criança amada, carinhosa e bem intensionada. Só com muito azar e burrice tu poderia estragar isso. As chances são de que tu vá te tornar uma adulta legal. Lembra disso de vez enquando.
Várias oportunidades vão surgir. Tu vais ter vontades e curiosidades de viver e de experienciar várias coisas. Te joga! Vive tudo com toda a energia que a curiosidade vai te dar. NUNCA tenha medo de parecer ridícula. Fica com medo de não viver a tua vida com intensidade. Isso sim é um problema.
Te cuida. Cuida dos teus sentimentos para não entrar em situações que tu pressente que vai te machucar. A gente geralmente sabe quando está se metendo em uma roubada. Confia nisso e segue teus instintos para te proteger.
Vai te dar vontade de fazer coisas erradas. Tudo bem. Mas lembra que algumas burradas podem ser definitivas. Engravidar é definitivo - mesmo que tu faça um aborto - é uma coisa que te transforma. Te permite escolher quando tu quer fazer isso.
Perder a virgindade é definitivo e tu vai ter grandes expectativas do cara que for o teu primeiro - então te assegura bem ANTES de que ele não vai te decepcionar feio logo depois.
Se viciar em álcool ou drogas é definitivo. Então se tu decidir experimentar ou usar essas coisas, antes pára para pensar se tu não está correndo o risco de fazer disso um hábito frequente.
Escolher uma carreira é quase definitivo. Então não tenha pressa. As coisas que tu gosta vão te levar para o lugar certo. Pode confiar nas coisas que tu gosta. Sempre que alguma coisa te faz feliz, cultiva essa coisa, faz bastante e só pára quando deixar de ser interessante. Por que tu parou de desenhar?
Os teus amigos vão te conhecer melhor do que as pessoas que tu conhece a mais tempo. Mesmo os amigos mais antigos vão entrar na categoria dos que te conhecem pouco se eles não andarem na mesma direção e no mesmo ritmo que tu. Cada pessoa que tu escolher para conviver e conversar mais representa muito o que te agrada - e assim tu podes aprender mais sobre ti mesmo.
Ninguém vai ser a companhia perfeita. Porque todo mundo vai ser diferente de ti em alguma coisa, e a gente gosta de conviver com quem é parecido com a gente. Na verdade a gente quer que todo mundo pense e sinta tudo do exato mesmo jeito que a gente. Parece loucura, né?! Mas presta atenção - chega a ser engraçado!
Não fica muito braba com as pessoas "mais antigas" por não te entender por completo; é difícil acompanhar alguém que está mudando tanto. Eventualmente elas te alcançam. Essas mesmas pessoas vão estar sempre te perguntando coisas do tipo "do que tu gosta?", "por que tu não gosta disso?", "o que tu vai ser quando crescer?". Não te sente na obrigação de responder nada.
Cuidado para não fazer coisas só porque todo mundo está fazendo, ou porque alguém quer que tu faça - é a tua vida! Cuidado também para não deixar de fazer MUITAS coisas por medo, vergonha ou timidez. Timidez geralmente é o oposto de viver, de curtir e de te sentir bem com quem tu és a cada momento. E tu vai mudar o tempo todo!
Boa sorte! Te cuida e se de vontade de bater papo, me liga!
Te adoro,
Mari
A adolescência é uma fase em que acontece muita coisa e em que a gente se sente um pouco sozinha. Tem algumas coisas que eu acho que ajuda saber ou ao menos parar para pensar a respeito.
Existem pessoas na tua vida que acompanharam a tua infância. Entre elas tem aquelas que tu ama e que tu sabe que te amam. Pára agora para pensar quem são elas. Anota se tu achar uma boa idéia. Feito? Tu já sabe quem são? Pois então pronto; tu precisa - por um tempo - olhar estas pessoas com outros olhos. Porque elas vão te enxergar, tratar e pensar em ti como criança por algum tempo. E TUDO o que tu fizer que seja diferente de agir ou pensar como uma criança vai soar estranho para elas. Cada vez que estas pessoas te olharem com estranheza tu vai te sentir fazendo alguma coisa errada e vai te sentir insegura. E isto não é nada bom, né?! Pois então cada vez que tu te der conta de que tu está te sentindo assim lembra que ela só estão te estranhando, mais nada, e deixa a insegurança de lado. A tua personalidade e a tua integridade já estão formadas e são muito boas. Tu fostes uma criança amada, carinhosa e bem intensionada. Só com muito azar e burrice tu poderia estragar isso. As chances são de que tu vá te tornar uma adulta legal. Lembra disso de vez enquando.
Várias oportunidades vão surgir. Tu vais ter vontades e curiosidades de viver e de experienciar várias coisas. Te joga! Vive tudo com toda a energia que a curiosidade vai te dar. NUNCA tenha medo de parecer ridícula. Fica com medo de não viver a tua vida com intensidade. Isso sim é um problema.
Te cuida. Cuida dos teus sentimentos para não entrar em situações que tu pressente que vai te machucar. A gente geralmente sabe quando está se metendo em uma roubada. Confia nisso e segue teus instintos para te proteger.
Vai te dar vontade de fazer coisas erradas. Tudo bem. Mas lembra que algumas burradas podem ser definitivas. Engravidar é definitivo - mesmo que tu faça um aborto - é uma coisa que te transforma. Te permite escolher quando tu quer fazer isso.
Perder a virgindade é definitivo e tu vai ter grandes expectativas do cara que for o teu primeiro - então te assegura bem ANTES de que ele não vai te decepcionar feio logo depois.
Se viciar em álcool ou drogas é definitivo. Então se tu decidir experimentar ou usar essas coisas, antes pára para pensar se tu não está correndo o risco de fazer disso um hábito frequente.
Escolher uma carreira é quase definitivo. Então não tenha pressa. As coisas que tu gosta vão te levar para o lugar certo. Pode confiar nas coisas que tu gosta. Sempre que alguma coisa te faz feliz, cultiva essa coisa, faz bastante e só pára quando deixar de ser interessante. Por que tu parou de desenhar?
Os teus amigos vão te conhecer melhor do que as pessoas que tu conhece a mais tempo. Mesmo os amigos mais antigos vão entrar na categoria dos que te conhecem pouco se eles não andarem na mesma direção e no mesmo ritmo que tu. Cada pessoa que tu escolher para conviver e conversar mais representa muito o que te agrada - e assim tu podes aprender mais sobre ti mesmo.
Ninguém vai ser a companhia perfeita. Porque todo mundo vai ser diferente de ti em alguma coisa, e a gente gosta de conviver com quem é parecido com a gente. Na verdade a gente quer que todo mundo pense e sinta tudo do exato mesmo jeito que a gente. Parece loucura, né?! Mas presta atenção - chega a ser engraçado!
Não fica muito braba com as pessoas "mais antigas" por não te entender por completo; é difícil acompanhar alguém que está mudando tanto. Eventualmente elas te alcançam. Essas mesmas pessoas vão estar sempre te perguntando coisas do tipo "do que tu gosta?", "por que tu não gosta disso?", "o que tu vai ser quando crescer?". Não te sente na obrigação de responder nada.
Cuidado para não fazer coisas só porque todo mundo está fazendo, ou porque alguém quer que tu faça - é a tua vida! Cuidado também para não deixar de fazer MUITAS coisas por medo, vergonha ou timidez. Timidez geralmente é o oposto de viver, de curtir e de te sentir bem com quem tu és a cada momento. E tu vai mudar o tempo todo!
Boa sorte! Te cuida e se de vontade de bater papo, me liga!
Te adoro,
Mari
sábado, 30 de outubro de 2010
Você é responsável pelo o que cativa
Casar para mim foi clautrofóbico; tanto que quase desmaiei logo após a troca das alianças, ainda no altar. Senti como se meu sistema tivesse entrado em stand by por alguns minutos para que minha alma pudesse abranger a repercussão do simbolismo.
Recuperei minhas funções autonômicas com relativa facilidade, mas uma pulga atrás da orelha me instigou a ficar alerta. Me ensinou a matemática do "todos os dias de nossas vidas"...
Nossas vidas??? Socorro! Claustrofobia vertiginosa...
Eu quero a minha vida, minha liberdade, meu tempo, meu espaço!
Todos os dias??? Ah não... tá de brincadeira! Todos todos?? Sem férias, feriados ou 13º??? Oh, pulga... eles tão loucos, né?!
Comecei a investigar cada momento de convivência, cada interação sob a lente do "tem que valer muito a pena então". E cada discordância que encontrava (e encontrava obviamente) pensava RÁ! Tá aí... imagina essa incomodação para o resto da vida? Imagina... multiplica (como diria Paulinho Mixaria)!
E é claro em poucos dias cheguei à conclusão de que um divórcio era necessário.
Chorei, gritei, argumentei, expliquei, mas meu esposo sugeriu respirar um pouco e rever a urgência mais tarde.
Meio que a contra gosto aceitei... afinal uma segunda opinião (minha) seria uma boa idéia.
Duas semanas depois ele entrou no mar de jet ski e caiu entre as ondas. Minha alma acordou. Em um reflexo amigdaliano a quantidade de informações que eu processei e a rapidez com que reagi foi avassaladora.
Ele não estava tão longe no mar, estava de colete e tinham outras pessoas a quem recorrer que estavam atentos e por perto. Mas como que por empatia eu vislumbrei a cascata de desespero que ele estava sentindo, à mercê da ondas, engolindo água, paralizado pelo pânico, preocupado em resgatar o jet ski, furioso por aquilo estar acontecendo com ele, vendo-se sozinho, precisando agir e sentindo-se impotente, as tentativas frustas de voltar para a areia...
Não era esse horror todo, não seria pra outras pessoas, mas para ele era; eu sabia. Sabia porque ele tinha me cativado. Sabia porque já passamos por muita coisa juntos. Sabia porque sabia. Eu, sabia. Aquelas outras pessoas não.
Em segundos joguei no chão o casaco, o vestido e a toalha em que estava enrolada (sim fazia muito frio)e entrei no mar, nadei rápido até que ele pudesse me ver. Era só o que ele precisava, me ver, me ouvir e ele saberia que iria ficar bem. Não havia necessidade que eu tocasse ele, que o carregasse até a areia, eu sabia. E foi assim. Quando cheguei a alguns metros dele o pânico diminuiu, a paralização passou e ele mesmo se organizou.
E então minha alma esmagou a pulga. Porque meu amor por ele é amigdaliano. Porque ter uma ligação tão forte assim com uma pessoa... é viver.
E se o casamento é o claustro onde eu posso usufruir dessa ligação, então este é o meu claustro, é o meu mundo, é onde eu vivo.
Então tudo pareceu mais espaçoso. Lembrei e encontrei todos os cantos e arestas que são só meus, onde eu sou só eu. E respirando com toda facilidade, decidi fazer lentilhas na panela de pressão pela primeira vez, para esperar meu marido em casa com a janta pronta. Convidei meu pai para vir assistir; meu melhor amigo iria entender a simbologia dessa primeira janta.
Recuperei minhas funções autonômicas com relativa facilidade, mas uma pulga atrás da orelha me instigou a ficar alerta. Me ensinou a matemática do "todos os dias de nossas vidas"...
Nossas vidas??? Socorro! Claustrofobia vertiginosa...
Eu quero a minha vida, minha liberdade, meu tempo, meu espaço!
Todos os dias??? Ah não... tá de brincadeira! Todos todos?? Sem férias, feriados ou 13º??? Oh, pulga... eles tão loucos, né?!
Comecei a investigar cada momento de convivência, cada interação sob a lente do "tem que valer muito a pena então". E cada discordância que encontrava (e encontrava obviamente) pensava RÁ! Tá aí... imagina essa incomodação para o resto da vida? Imagina... multiplica (como diria Paulinho Mixaria)!
E é claro em poucos dias cheguei à conclusão de que um divórcio era necessário.
Chorei, gritei, argumentei, expliquei, mas meu esposo sugeriu respirar um pouco e rever a urgência mais tarde.
Meio que a contra gosto aceitei... afinal uma segunda opinião (minha) seria uma boa idéia.
Duas semanas depois ele entrou no mar de jet ski e caiu entre as ondas. Minha alma acordou. Em um reflexo amigdaliano a quantidade de informações que eu processei e a rapidez com que reagi foi avassaladora.
Ele não estava tão longe no mar, estava de colete e tinham outras pessoas a quem recorrer que estavam atentos e por perto. Mas como que por empatia eu vislumbrei a cascata de desespero que ele estava sentindo, à mercê da ondas, engolindo água, paralizado pelo pânico, preocupado em resgatar o jet ski, furioso por aquilo estar acontecendo com ele, vendo-se sozinho, precisando agir e sentindo-se impotente, as tentativas frustas de voltar para a areia...
Não era esse horror todo, não seria pra outras pessoas, mas para ele era; eu sabia. Sabia porque ele tinha me cativado. Sabia porque já passamos por muita coisa juntos. Sabia porque sabia. Eu, sabia. Aquelas outras pessoas não.
Em segundos joguei no chão o casaco, o vestido e a toalha em que estava enrolada (sim fazia muito frio)e entrei no mar, nadei rápido até que ele pudesse me ver. Era só o que ele precisava, me ver, me ouvir e ele saberia que iria ficar bem. Não havia necessidade que eu tocasse ele, que o carregasse até a areia, eu sabia. E foi assim. Quando cheguei a alguns metros dele o pânico diminuiu, a paralização passou e ele mesmo se organizou.
E então minha alma esmagou a pulga. Porque meu amor por ele é amigdaliano. Porque ter uma ligação tão forte assim com uma pessoa... é viver.
E se o casamento é o claustro onde eu posso usufruir dessa ligação, então este é o meu claustro, é o meu mundo, é onde eu vivo.
Então tudo pareceu mais espaçoso. Lembrei e encontrei todos os cantos e arestas que são só meus, onde eu sou só eu. E respirando com toda facilidade, decidi fazer lentilhas na panela de pressão pela primeira vez, para esperar meu marido em casa com a janta pronta. Convidei meu pai para vir assistir; meu melhor amigo iria entender a simbologia dessa primeira janta.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Zeca Baleiro
A depender de mim
Os psicanalistas estão fritos
Eu mesmo é que resolvo os meus conflitos
Com aspirina amor ou com cachaça
Os gritos todos virarão fumaça
A dor é coisa que dói e que passa
Curar feridas só o tempo há de rir
Toda regra pára o bem da humanidade
É certo, necessita de exceção
A depender de mim
Os publicitários viram bolhas
Eu sei como fazer minhas escolhas
E assumir os erros que lá vem
Se a alma finca pé, os medos somem
Menino nunca deixe que te domem
Meu pai dizia o verdadeiro homem
Sabe o que quer ainda que não queira
Besteira é não seguir o coração
A depender de mim
Os padres e pastores serão tristes
Eu penso mesmo que deus não existe
E ainda assim quem sabe eu creia em deus
Se deus é o outro nome da verdade
Deste momento até a eternidade
Eu levo entre mentiras e trapaças
Besta felicidade frágil farsa
Do que preciso riso preces e paixão
Zeca Baleiro
Os psicanalistas estão fritos
Eu mesmo é que resolvo os meus conflitos
Com aspirina amor ou com cachaça
Os gritos todos virarão fumaça
A dor é coisa que dói e que passa
Curar feridas só o tempo há de rir
Toda regra pára o bem da humanidade
É certo, necessita de exceção
A depender de mim
Os publicitários viram bolhas
Eu sei como fazer minhas escolhas
E assumir os erros que lá vem
Se a alma finca pé, os medos somem
Menino nunca deixe que te domem
Meu pai dizia o verdadeiro homem
Sabe o que quer ainda que não queira
Besteira é não seguir o coração
A depender de mim
Os padres e pastores serão tristes
Eu penso mesmo que deus não existe
E ainda assim quem sabe eu creia em deus
Se deus é o outro nome da verdade
Deste momento até a eternidade
Eu levo entre mentiras e trapaças
Besta felicidade frágil farsa
Do que preciso riso preces e paixão
Zeca Baleiro
sábado, 20 de dezembro de 2008
A vida em Curva de Gauss nos bons e nos maus momentos
Querida,
Penso que a contrariedade em curva de Gauss é um destes ingredientes da vida vivida...
Talvez seja este o preço que se paga por não atalhar a frustração...
Partindo de um solo um pouco menos onipotente, quando deparamos com o desgosto o aceitamos como realidade e só então iniciamos do zero a análise do território.
Como seria possível ter precisão aguda da queixa antes de adentrar com a alma o terreno??? Quase que vivê-lo um pouco...?
Três textos surgiram na minha cabeça a respeito disso agora.. hehe...
Por vezes basta um inclinar de corpo para reconhecer cenários já percorridos e assim ter oportunidade de usar ferramentas internas...
Por outras precisa-se trilhar um bom pedaço da estrada para no final sair com "apenas" uma ferramenta nova...
Mas existem aquelas em que a careta se desfaz no segundo passo e nas quais ganhamos a chance de experimentar toda uma gama inexplorada de nós...
Penso que a contrariedade em curva de Gauss é um destes ingredientes da vida vivida...
Talvez seja este o preço que se paga por não atalhar a frustração...
Partindo de um solo um pouco menos onipotente, quando deparamos com o desgosto o aceitamos como realidade e só então iniciamos do zero a análise do território.
Como seria possível ter precisão aguda da queixa antes de adentrar com a alma o terreno??? Quase que vivê-lo um pouco...?
Três textos surgiram na minha cabeça a respeito disso agora.. hehe...
Por vezes basta um inclinar de corpo para reconhecer cenários já percorridos e assim ter oportunidade de usar ferramentas internas...
Por outras precisa-se trilhar um bom pedaço da estrada para no final sair com "apenas" uma ferramenta nova...
Mas existem aquelas em que a careta se desfaz no segundo passo e nas quais ganhamos a chance de experimentar toda uma gama inexplorada de nós...
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
The More Loving One
"Looking up at the stars, I know quite well
That, for all they care, I can go to hell,
But on earth indifference is the least
We have to dread from man or beast.
How should we like it were stars to burn
With a passion for us we could not return?
If equal affection cannot be,
Let the more loving one be me.
Admirer as I think I am
Of stars that do not give a damn,
I cannot, now I see them, say
I missed one terribly all day.
Were all stars to disappear or die,
I should learn to look at an empty sky
And feel its total dark sublime,
Though this might take me a little time."
-- W. H. Auden
That, for all they care, I can go to hell,
But on earth indifference is the least
We have to dread from man or beast.
How should we like it were stars to burn
With a passion for us we could not return?
If equal affection cannot be,
Let the more loving one be me.
Admirer as I think I am
Of stars that do not give a damn,
I cannot, now I see them, say
I missed one terribly all day.
Were all stars to disappear or die,
I should learn to look at an empty sky
And feel its total dark sublime,
Though this might take me a little time."
-- W. H. Auden
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Texto da Cin
A idéia do blog desde o começo foi reunir textos interessantes...
Então roubo pra cá estes 'versos teus tão meus'... : )
"Viver vale mais que Ser Feliz
Ei, se é dentro dela assim que bate
Não encare como ruim só porque é triste
Que é bem ela se entristecer
De outro modo não viveria.
Ei, não se abale que ela não ameaça
Chora, apenas, que não há dizer pra isso tudo
Não tem palavra, dizer pra quê?
Chora, apenas, tudo bem.
Ei, ela nasceu sozinha e assim vai morrer
Não tem nada de mais: é só paixão
Dói que quase rasga, quase mata, quase-quase
Mas é assim que se alimenta o viver.
Ei, adivinha?
A palavra de se não dizer
Morre dentro do negro da boca
Lá não tem estrela, nem lua, mas é céu
Um negrume só. De se perder.
Então, ela chora, que verte água do olho, é natural
Natural em casos como esse dela
Ei, esse não é seu caso, ela sabe
É o acaso de ser o dela.
Ei, não se cobre, que o choro pode ser a anti-expectativa
O antídoto,
O antidopping - o que prova que ela está (vi)vendo."
Cínthya Verri
Então roubo pra cá estes 'versos teus tão meus'... : )
"Viver vale mais que Ser Feliz
Ei, se é dentro dela assim que bate
Não encare como ruim só porque é triste
Que é bem ela se entristecer
De outro modo não viveria.
Ei, não se abale que ela não ameaça
Chora, apenas, que não há dizer pra isso tudo
Não tem palavra, dizer pra quê?
Chora, apenas, tudo bem.
Ei, ela nasceu sozinha e assim vai morrer
Não tem nada de mais: é só paixão
Dói que quase rasga, quase mata, quase-quase
Mas é assim que se alimenta o viver.
Ei, adivinha?
A palavra de se não dizer
Morre dentro do negro da boca
Lá não tem estrela, nem lua, mas é céu
Um negrume só. De se perder.
Então, ela chora, que verte água do olho, é natural
Natural em casos como esse dela
Ei, esse não é seu caso, ela sabe
É o acaso de ser o dela.
Ei, não se cobre, que o choro pode ser a anti-expectativa
O antídoto,
O antidopping - o que prova que ela está (vi)vendo."
Cínthya Verri
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Laços - R.D. Laing
There is something I don't know
that I am supposed to know.
I don't know what it is I don't know,
and yet I am supposed to know,
and I feel I look stupid
if I seem both not to know it
and not to know what it is I don't know.
Therefore I pretend I know it.
This is nerve-wracking
since I don't know what I must pretend to know.
Therefore I pretend to know everything.
I feel you know what I am supposed to know
but you can't tell me what it is
because you don't know that I don't know what it is.
You may know what I don't know, but not
that I don't know it,
and I can't tell you.
So you will have to tell me everything.
that I am supposed to know.
I don't know what it is I don't know,
and yet I am supposed to know,
and I feel I look stupid
if I seem both not to know it
and not to know what it is I don't know.
Therefore I pretend I know it.
This is nerve-wracking
since I don't know what I must pretend to know.
Therefore I pretend to know everything.
I feel you know what I am supposed to know
but you can't tell me what it is
because you don't know that I don't know what it is.
You may know what I don't know, but not
that I don't know it,
and I can't tell you.
So you will have to tell me everything.
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