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sábado, 8 de janeiro de 2011

Pacientes

Em uma consulta de emergência - que dura em média 10 min a forma com que o paciente entra no consultório é esclarecedora.

Dentre inúmeras, tem o paciente que "sem querer" se senta ou ensaia sentar na cadeira do médico e tem aquele que vai logo deitando na maca.

Com suas exceções o primeiro geralmente veio "pegar emprestado" seu carimbo para preencher uma receita, uma solicitação de exame ou um laudo. Já o segundo mal vai saber descrever seus sintomas, pois acredita que o perito é você.

Exemplifico, "Então Seu Fulano, o que está lhe acontecendo?" e a resposta quase que ensaiada, "pois é isto que eu vim descobrir". Tento simplificar "Muito bem, então o que o Sr. vem sentindo?" para obter "Eu uso remédio para ______ e não venho me sentindo bem, a Sra. sabe...". Não, não sei...

Explicações freudianas a parte, este é um reflexo de como é incomum a interação entre as pessoas no dia a dia. Como é difícil em geral se soltar de papéis e funções e se apresentar. Um desperdício de vida e de espaço...